Então o mundo nao acabou e agora podemos, inclusive, saber mais sobre o LHC, mais conhecido como “minhocão de hádrons”, num rap feito para explicar o bicho.
Veja o vídeo e leia a letra aqui.
Então o mundo nao acabou e agora podemos, inclusive, saber mais sobre o LHC, mais conhecido como “minhocão de hádrons”, num rap feito para explicar o bicho.
Veja o vídeo e leia a letra aqui.
Então que os cientistas vão fazer um mega experimento com colisão de partículas que, em tese, seria próximo ao estado em que o universo esteve em “frações de segundo após o Big Bang”, talvez algo próximo ao limite de Planck.
O objetivo é estudar, como dizem os jornais, “a origem do universo”.
Daí que pra saírem dizendo que seria o fim do mundo foi um pulo. Mas até Stephen Hawkins deu seu aval e agora estou mais seguro: não preciso mais rasgar minha agenda, vou ter que continuar a fazer a barba e, sobretudo, agüentar meus alunos chatos.
Mas nem nesta hora preciosa a imprensa deixa de dar suas (últimas) bolas na trave. O terrorismo sobre o fim do mundo aparece à mais besta pesquisa sobre notícias da experiência. Manchetes como “Buracos negros podem devorar a Terra a partir do interior” ou ainda “O dia de todas as inquietações” dão a tônica num noticiário que não consegue não vacilar entre informar e atiçar. Assim, penso que o saldo da imprensa terráquea vai mesmo terminar no negativo.
Quanto a mim, só lamento não ter tempo pra estudar mais sobre a questão que realmente importa:
“E assim, por mais que possamos retroceder aos estados anteriores, jamais encontraremos nesses estados uma razão (ratio) completa para o porquê de existir qualquer mundo e por que ele é do modo que é.”
Acho que vou ter um armaggedom metafísico. Até lá.
Para ver se enxerga a tela final antes do Game Over, ao vivo, clique aqui (às 4 da manhã).
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A Associação dos Magistrados Brasileiros está disponibilizando em seu site um serviço que mostra os candidatos a prefeito e vice que respondem a processos na justiça. Mais uma boa ferramenta a fim de depurar seu voto.
Confira aqui.
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Deu na Folha, hoje:
Por corte de cabelo, jovem é espancado em sala de aula e morre no RJ
Notícia de domingo, do caderno Cotidiano, da FSP:
Faculdades dão “supletivo para calouros
“Eu via “braço” com s, “convicção” com x, “muito” com m no meio. Respostas não tinham pé nem cabeça”, diz professor universitário.
De fato, não sei responder a pergunta que eu mesmo propus no título. Alunos do ensino médio – os calouros das universidades, portanto -, são semi-analfabetos. A cada correção de prova encho duas folhas com o rol de erros absurdos de ortografia. Mas se a coisa fosse tão localizada em somente um aspecto, como o da escrita, a coisa seria mais simples. Entretanto, a imensa maioria não é capaz de distinguir duas opiniões num mesmo texto. Não conseguem perceber estruturas lógicas.
A fratura aqui é, portanto, no raciocínio. Em resumo, os alunos não têm treinamento lógico algum que seria de extremo auxílio em relação às outras disciplinas, seja para identificar relações entre palavras a fim de deduzir sua ortografia ou, ainda, na regra de três, como aponta a matéria.
Mas para quê, não é? Aula tem de ser divertida….
Update
Mas eu sou tonto mesmo: olhando os comentários da notícia no site do UOL Educação descobri que é ótimo que as universidades façam tais cursos! A maioria das pessoas acham uma iniciativa excelente! Perguntar-se pelas causas dessa aberração e do óbvio desvio de caráter das insitituições de ensino superior é bobagem…
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Se você está procurando informações, análises e dados sobre as Olimpíadas, não é aqui que você irá encontrar. Quero apenas fazer um comentário.
Vi alguns atletas brasileiros se desculpando pelo mau desempenho ou por ter, possivelmente, frustrado as expectativas dos torcedores brasileiros. Confesso ter ficado um tanto indignado. A imensa maioria destes atletas padece da falta de patrocínio que, por sua vez, é uma extensão da falta de iniciativa e de uma política séria de incentivo e formação de atletas profissionais. Sendo assim, os atletas não têm obrigação alguma e nada “devem” ao torcedor brasileiro.
Na minha modesta opinião, há apenas uma modalidade cujos atletas jamais podem reclamar por falta de recursos, material, incentivo ou patrocínio. Ao contrário, eles os tem de sobra. Estes atletas sim têm um certo dever “moral”.
Ao invés de ver um abichornado Diego Hipólito se desculpando entre soluços, gostaria muitíssimo de ver Ronaldinho Gaúcho e seus asseclas protagonizando a mesma cena e dizendo que, apesar de terem todos os recursos possíveis (e até os supérfluos), são absurdamente displicentes.
Pronto, falei.
G.
O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: Estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube: