Pílulas – 4 de abril de 2008

By G. Ferreira

(Im)Posturas de noticiários

Já beira o estafante as “análises”, sempre bem fundamentadas e balizadas, sobre o caso da morte da menina em SP. Mas quero comentar algo que tem me deixado apreensivo: as edições das matérias sobre o assunto nos telejornais são perigosamente tendenciosas e praticamente desenham um esquema maniqueísta entre a mãe e o par pai-madrasta. As matérias são sempre editadas com imagens furtivas e um tanto soturnas do pai, entrecortadas por declarações da mãe pedindo justiça. Assim, está em curso o temerário processo de formação de opinião pública que pode estar simplesmente…..errada.

ENEM

Ontem foram divulgados os dados do ENEM 2007. É de chorar: Pior escola particular supera 75% das estaduais

No município onde moro, a melhor escola estadual teve, em média 20 pontos (!!!) abaixo da média das particulares.

Pesquise os dados aqui.

Perguntinha sobre Dengue

Não vou falar muito do segundo assunto mais falado essa semana pela mídia (só perde pro caso da menina). Mas lembrar algumas coisas são interessantes:

No post de 19 de janeiro, eu comentava do alarde da imprensa que falava de “epidemia” de febre amarela em MG, com os alarmantes 31 casos… O Cri-Cri também comentou, um dia antes.

Agora, com milhares de pessoas indo aos hospitais por conta da dengue, também falam em epidemia. Qual o parâmetro para se declarar uma epidemia? Algo entre a faixa de 31 e milhares? Há uma “leve” diferença entre os números, não?

Que coisa.

Até a próxima.
GF

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Uma resposta para “Pílulas – 4 de abril de 2008”

  1. Nestor Disse:

    Há ainda a necessidade de comentar o que ouvimos do mundo em balcão de padaria? Por que ocupar o espaço desse belo blog com comentários decorrentes da ignorância jornalística?

    Talvez estejam dando muita importância para esses jornalistas, digo, parasitas literários (para usar o termo de Machado de Assis) que são, por natureza, carentes de atenção. Por que, por imaginar, esses parasitas imaginam que pensam?

    Caso o blog continue alimentando a carências desses parasitas, poderemos, em breve, alimentar as ‘polêmicas’ do futebol. Aliás, depois do gol de mão, aquele jogadorzinho, que “pensa” que é imperador, vai pensar que é Maradona. Coitado.

    Porta-te bem.

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